quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PROFECIAS


PROFETAS E PROFECIAS
 


1- Profecia e Profeta:

A palavra profecia (oráculo)
:

 em Pv 30.1 segundo algumas versões, representa a palavra hebraica massa,que propriamente significa “oráculo”; e o nome profeta, em Is 30.10, representa a palavra hebraica chozeh, que propriamente significa “vidente”, e refere-se àqueles que vêem visões. Mas sempre, em qualquer outro lugar no A.T., a “profe­cia” é a tradução de nebu’a; e “profeta” a de nabi. Não é certa a significação original da raiz (NB). A raiz (NB) significa ferver em cachão, e nabi, portanto, supõe-se querer dizer aquele que ferve com a inspiração ou com a mensagem divina. Todavia, é mais provável que nabiesteja em conexão com uma raiz assíria ou árabe, que significa proferir, anunciar uma mensagem. Neste caso o nabi é considerado o orador, a quem foi confiada uma missão. Isto está em conformidade como que se lê em Ëx 7.1: “Então disse o Senhor a Moisés: Vê que te constituí como deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” Por isso é provável que o nome “profeta”, como é empregado na Bíblia, signifique aquele que fala como acreditado mensageiro do Altíssimo Deus. Deve-se observar que no termo, de que se trata, não há coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Pode um profeta predizer, ou não, o futuro segundo a mensagem que Deus lhe der. Deste modo a palavra grega prophetes, que se acha na versão dos Setenta, e no N.T., significa aquele que “expõe, fala sobre certo assunto”. Os substantivos abstratos nebu’a propheteie (“profecia”) têm uma significação correspondente.
2- O estado dos profetas ao receberem a sua mensagem.
E importantíssima ter uma noção certa das condições espirituais do profeta, afim de que possamos penetrar os segredos da comunicação do homem com Deus. A concepção pagã da profecia era a de uma condição absolutamente passiva no profeta, de modo que, quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Alguma coisa deste gênero se pode ver na histeria do povo israelita. Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal, durante as quais eles batiam em si furiosamente, cortando-se com canivetes, para que pudessem receber um sinal visível de aprovação divina, eram, na realidade, uma manifestação típica (1 Rs 18.26 a 28); e é provável que em tempos posteriores os falsos profetas tomassem disposições semelhantes, com o fim de provocarem em si próprios o estado de êxtase para as suas arengas. Mas a idéia pagã de profecia se apresenta dum modo muito claro em Balaão. A sua vontade e os seus próprios pensamentos são vencidos pela inspiração divina, proclamando ele a mensagem celestial, contrariamente aos seus particulares desejos (Nm 22 a 24).

No tempo de Samuel já se vê o principio de melhor sistema. Ele reunia em comunidades aqueles que parecia terem dons especiais da profecia, disciplinando-os, ensinando-lhes a música, e, segundo parece, ministrando-lhes conhecimentos da história e religião, para que pudessem estar nas melhores condições de receber as palavras de Deus (1 Sm 10.10 a 13; 19.18 a 20). A respeito da música pode-se compreender que era para aquietar a alma, e prepará-la para as comunicações com Deus (1 Sm 16. 14 a 23; 2 Rs 3.15). Quanto a serem estas escritas ou não pelo profeta, isso dependia do caráter particular de cada alocução.

Essas profecias, devemos dizê-lo, são inteiramente apostas ás produzidas no estado de mero êxtase. São escritas com grande escolha de palavras e frases, revelando a vida anterior dos profetas, os seus interesses e ocupações, e apresentando em vários graus a cultura e as circunstâncias do tempo em que cada profecia foi revelada. As profecias de Amós. de Miquéias, de Isaias, e de Jeremias, por exemplo, estão muito longe das de Balaão, tanto na visão espiritual como nos conscientes pensamentos e deliberado estudo. Os profetas tinham aprendido que Deus Se servia das próprias faculdades e aptidões deles como instrumento das Suas revelações.

Na verdade, querendo formar a mais alta concepção do estado do profeta, na recepção das comunicações divinas, temos esse ideal em Jesus Cristo, que estava em comunhão com o Seu Pai, e anunciava aos homens o que dele ouvia (Jo 8.26 a 40; 15.15; 17.8). Em Jesus não havia o estado de êxtase, mas manifestava-se uma clara comunicação espiritual, tendo a Sua alma um grandioso poder receptivo e ativo. Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia, podiam eles receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.
3- A função dos profetas

Examinando as suas palavras num sentido mais lato, e tomando no seu todo a obra dos profetas, observamos que uma das suas mais importantes funções era a interpretação dos fatos passados e presentes. Estudando eles os acontecimentos na presença de Deus, puderam vê-los na sua luz divina, e compreendê-los assim no seu verdadeiro as­pecto e significação. Por isso os profetas não eram, realmente, historiadores (como o escritor dos livros dos Reis), mas foram algumas vezes políticos ativos bem como diretores religiosos. Entre estes podemos admitir não somente Isaias e Jeremias, mas também Eliseu, visto como este mandou um dos filhos dos pro­etas ungir Jeú. efetuando deste modo a destruição da dinastia de Onri, culpada de prestar culto a Baal (2 Rs 9). Além disso, o fato de eles perceberem a significação dos acontecimentos passados e presentes, habilitava-os a conhecer os resultados da vida pessoal e nacional, e a proclamar princípios que tinham um alcance muito mais largo, de muito maior extensão, do que o que eles podiam imaginar. E, deste modo, quando as mesmas forças operavam em tempos e lugares muitíssimo distantes dos contemplados pelos próprios profetas, as suas palavras de aviso e conforto achavam cumprimento, não talvez uma vez somente, mas em diversas ocasiões. E a este poder, inerente a uma previsão verdadeiramente inspirada, que São Pedro provavelmente se refere, quando escreveu (2 Pe 1.20): “nenhuma profecia da Escritura é de particular elucidação”, querendo dizer que o seu significado e referência não devem limitar-se a qualquer acontecimento no tempo.
4- O valor das profecias:  

a) Os sacerdotes tratavam de coisas rituais, ou melhor, das ora­ções litúrgicas e dos cânticos sagrados. Nos profetas havia vistas mais largas, e uma realização mais completa da vontade de Deus na vida diária, tanto particular como nacional. Se quisermos, talvez, dizer em poucas palavras qual o efeito dos ensinamentos dos profetas sobre os seus contemporâneos, quer se trate de pessoas, quer de nações, afirmaremos que eras esperança o forte sentimento que consolava a alma israelita, apesar dum passado manchado pelo pecado, e dum presente sob a ameaça do castigo. Todavia, superior a tudo, estava Deus realizando o Seu plano de misericórdia e bênçãos. Nenhuma religião, fora do Judaísmo, podia mostrar nos seus ensinamentos tais princípios de consoladora expectativa. E eis aqui um dos grandes segredos que explicam o grande êxito que só a religião de Israel alcançou.

b) Se os contemporâneos dos profetas muito ganharam, ou estiveram na situação de ganhar com a obra dos profetas, maior proveito disso devemos nos ainda tirar. Porquanto estamos agora preparados para ver bem o efeito das suas doutrinas e predições, e considerar as verdades eternas, em que eles depositavam completa confiança. Dum modo particular, certamente, podemos apreciar até certo grau as suas exposições acerca do grande Personagem, por meio do qual havia de vir a redenção de Israel. Não é o nosso fim neste artigo enumerar as várias profecias com relação a Cristo. A maioria delas é bem conhecida. Basta dizer-se que, embora os profetas não alcançassem bem o inteiro sentido das suas próprias palavras, esperavam, contudo, um Ente que havia de ser idealmente perfeito, na sua qualidade de Rei para governar, de Profeta para ensinar, e de Sacerdote para reconciliar; que havia de ser homem, e mais do que homem, pois seria Ele mesmo Deus; e que havia de sofrer até á morte, reinando, contudo, para sempre na Glória.
5- Profecia e profetas do Novo Testamento:
Houve uma pausa: por espaço de trezentos anos não tinha Deus falado aos homens. Mas no fim desse tempo, João, filho de Zacarias, cognominado o Batista, que foi “profeta”, e “mais de que profeta” (Mt 11.9), apareceu, revelando às multidões a vontade de Deus a respeito delas, e dizendo-lhes que estava chegado o tempo em que as profecias sobre a vinda do Libertador deviam ser cumpridas. E chegou esse tempo do Profeta ideal, em quem tiveram realização, no maior grau. as palavras de Moisés (Dt 18.18; At 3.22), revelando Ele nos Seus atos e palavras o Espírito do Pai celestial. E compreende-se que a atividade profética não tivesse a sua paragem em Jesus Cristo, continuando duma maneira nova, depois que o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecoste. Então, as palavras de Joel receberam parte do seu cumprimento: “vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (Jl 2.28; At 2.17); e mais uma vez se acostumaram os crentes a ouvir os profetas, que se lhes dirigiam em nome do Se­nhor. Entre estes são mencionados: Ágabo e outros, vindos de Jerusalém (At 11.27,28; 21.10); profetas em Antioquia (At 13.1); Judas e Silas (At 15.32); as quatro filhas de Filipe, o evangelista (At 21.9). S. Paulo também se refere a profetas cristãos em 1 Co 12.28 e seguintes: 14.29,32,37; Ef 3.5 e 4.11, compreendendo nós, por essas passagens, que esses obreiros, tomando parte proeminente nas reuniões cristãs, nos cultos, eram algumas vezes inclinados a pensar que não podiam restringir o ímpeto da fala. O autor do Apocalipse também se refere freqüentes vezes aos profetas cristãos, que são considerados como seus irmãos (Ap 22.9; vede também 10.7; 11.10-18; 16.6; 18.20-24; 22.6).

PROFETAS, referências Bíblicas



PROFETAS, referências Bíblicas

Os profetas foram homens escolhidos por Deus, para serem canais da manifestação de sua vontade ao povo israelita. Instrumento poderosamente usado e através destes, a glória do Senhor por diversas vezes foi manifestada.
Ao contrário do que pregam muitas igreja, a Bíblia não determina o fim deste ofício em João Batista, na verdade, afirma que nos dias finais os veríamos, em plena atividade. Eu particularmente, glorifico o nome do Senhor, pois, através destes profetas, Ele tem falado aos meus ouvidos e honrado-me com Seu grande amor.
A seguir, transcrevo da Bíblia inúmeros textos que abordam o tema. Leia-os e medite.
1- Os Profetas:a) Levantados por Deus. Am 2.11 
b) Ordenado. 1Sm 3.20; Jr 1.5
c) Enviados. 2Cr 36.15; Jr 7.25
d) Enviados por Jesus. Mt 23.34
e) Cheios do Espírito Santo. Lc 1.67
f) Guiados pelo Espírito Santo. 2Pe 1.21
g) Falam pelo Espírito Santo. At 1.16; 11.28; 28.25
h) Falam em nome do Senhor 2Cr 33.18; Tg 5.10
i) Falam com autoridade 1 Rs 17.1
j) Deus fala por meio deles Os 12.10; Hb 1.1
k) Mensageiros de Deus 2Cr 36.15; Is 44.26
l) Servos Jr 35.15
m) Houve algumas profetisas Jl 2.28
2- Chamados de:a) Homem de Deus 1Sm 9.6 
b) Profeta de Deus Ed 5.2 
c) Santos Lc 1.70; Ap 18.20; 22.6; 2Pe 1.21; 2Rs 4.9 
d) Videntes 1Sm 9.9
3- Ouvem o Senhor:
a) Seus segredos Am 3.7 
b) Em diversas ocasiões Hb 1.1
c) Voz audível Nm 12.8; 1Sm 3.4-14 
d) Por meio de anjos Dn 8.15-26; Ap 22.8,9 
e) Em sonhos e visões Nm 12.6; Jl 2.28 
f) Sob controle do Espírito Santo Lc 1.67; 2Pe 1.21
g) Fala em nome do Senhor 2Cr 33.18; Ez 3.11; Tg 5.10 
h) Serviam de Sinais ao povo Is 20.2-4; Jr 19.1,10,11; 27.2,3; 43.9; 51.63;
Ez 4.1-13; 5.1-4; 7.23; 12.3-7; 21.6,7; 24.1-14; Os 1.2-9
4- Devem ser:
a) Ousados e inflexíveis Ez 2.6; 3.8,9 
b) Vigilantes e fiéis Ez 3.17-21
c) Atentos às palavras recebidas Ez 3.10
d) Fieis, transmitir apenas o recebido Dt 18.20
e) Obedientes na transmissão da palavra Jr 26.2 
f) Escreviam e narravam as mensagens recebidas 2Cr 21.12; Jr 36.2; Lc 4.17; At 13.15
5- Suas Predições eram:a) Anunciadas na porta da casa do Senhor Jr 7.2 
b) Proclamadas nas cidades e ruas Jr 11.6 
c) Escritas e fixadas em lugares públicos Hc 2.2 
d) Escritas em rolos Is 8.1; Jr 36.2 
e) Todas cumpridas 2Rs 10.10; Is 44.26; At 3.18; Ap 10.7 
f) Orientavam os judeus Ed 5.2 
6- Os Judeus:
a) Ordenados a ouvi-los e crer  Dt 18.15 com 2Cr 20.20 
b) Perseguiam-nos 2Cr 36.16; Mt 5.12 
c) Aprisionavam-nos 1Rs 22.27; Jr 32.2; 37.15,16 
d) Matavam-nos 1Rs 18.13; 19.10; Mt 23.34-37
7- Outros ensinamentos:
a) Poderosos por meio da fé Hb 11.32-40 
b) Pacientes em meio ao sofrimento Tg 5.10 
c) Eram vingados por Deus 2Rs 9.7; 1Cr 16.21,22; Mt 23.35-38; Lc 11.50 
d) Cristo nomeado de antemão Dt 18.15 com At 3.22
e) Cristo foi profeta Mt cap 24; Mc 10.32-34
8- Profetas na Igreja - Novo Testamento:
At 13.1; 1Co 12.28; 14.29; Ef 4.11

a) Zacarias Lc 1.67 
b) Ana Lc 2.36 
c)Agabo At 11.28; 21.20
d) Filhas de Filipe At 21.9 
e) Paulo 1Tm 4.1 
f) Pedro 2Pe 2.1,2 
g) João Ap 1.1
9- Nome dos profetas bíblicos:
a) Arão Ex 7.1
b) Abraão  Gn 20.7
c) Ágabo At 21.10
d) Ageu Ed 5.1
e) Aias 1Rs 11.29
f) Amós Am 1.1
g) Ananias Jr 28.17
h) Balaão Nm 22.5
i) Daniel Mt 24.15
j) Davi Mt 13.35
k) Eldade Nm 11.26
l) Elias 1Rs 18.36
m) Eliseu 1Rs 19.16
n) Ezequiel Ez 1.3
o) Gade 1Sm 22.5
p) Habacuque Hc 1.1
q) Ido 2Cr 13.22
r) Isaías 2Rs 19.2
s) Jeú 1Rs 16.7
t) Jeremias Jr 1.5
u) João Batista Lc 7.28
v) Joel Jl 1.1
w) Jonas 2Rs 14.25
x) Josué 1Rs 16.34
y) Malaquias Ml 1.1
z) Medade Nm 11.26
aa) Micaias Jr 26.18
ab) Miquéias Jr 26.18
ac) Moisés Dt 34.10
ad) Natã 2Sm 7.2
ae) Naum Na 1.1
af) Obadias Ob 1
ag) Odede 2Cr 28.9
ah) Oséias Os 1.1
ai) Samuel 1Sm 3.20
aj) Semaias 2Cr 12.5
ak) Sofonias Sf 1.1
al) Zacarias Lc 1.67
am) Zacarias Zc 1.1

PROFETAS SEM HONRA (Parte 02)


Profetas sem honra

E, PARTINDO dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram.
E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos?
Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa.
E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.(Marcos 6.1-6)

Embora Jesus não tenha nascido em Nazaré (No Novo Testamento, a cidade é descrita como a terra onde Jesus passou sua infância, e por este motivo é um centro de peregrinação cristã, com muitos santuários celebrando as associações bíblicas), passou boa parte de sua infância, adolescência e juventude nesta cidade.
Nela aprendeu o oficio de carpinteiro, o doce carpinteiro, suas mãos calejadas, seus trabalhos, suas criações no ramo de carpintaria, nunca mostrados em nenhuma exposição pelo mundo, seus feitos, curas, milagres revolucionaram uma época, transcendeu a historia, marcou-a e dividiu-a em antes d’Ele e depois d’Ele.
Justino Mártir escreveu entre 155 e 156 d.C o seguinte acerca de Jesus “Ele trabalhava como carpinteiro entre os homens, fabricando arados e cangas”
Profetas enquanto viviam, nunca encontraram boa receptividade em Israel (Mt. 27.37) .Depois de morto , naturalmente, eram honrados . Jesus sabia que com ele não seria diferente. Se um profeta viesse a ser honrado, disse Jesus, certamente não o seria em sua terra cidade natal.
É lógico que Jesus também sofreu em outros lugares, foi rejeitado, humilhado, expulso e conseqüentemente levado a Cruz pelos seus malfeitores.
Mas foi na sua terra natal que Jesus sofreu o maior descrédito de seu ministério, pois usou uma expressão jamais vista em outro lugar: “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra” (Mc. 6.4 – NVI).
Aqueles que o viram crescer, agora até dentro de sua própria casa não acreditavam na sua natureza divina, e que Ele era vindo de Deus, para resgate dos homens.
Olhando esta narrativa bíblica de Marcos e Mateus, fico analisando os dias de hoje, se esta palavra dita por Jesus não ecoa nas nossas casas, nossas igrejas, nossos ministérios. O profeta sem honra como o Mestre disse, pode estar em qualquer lugar, mas em se trantando da obra do Mestre, está na igreja de Deus, trabalhando lado a lado com alguém sem sequer ser lembrado, ou, ao menos ser reconhecido pelas suas obras e atitudes.
Como desvalorizamos os que estão em labor conosco, e supervalorizamos aqueles que passam por nós. È preferível pagar fortunas para ouvir alguém , e que alguém entre nós falaria , ou interpretaria melhor , e isso digo nas muitas festividades promovidas na igreja, mas foi Jesus quem disse: “O profeta não tem honra em sua própria casa”. Mas é práxis da casa, supervalorizar valores externos do que interno, e mais fácil pagar fortunas, sem se importar com aqueles que trabalham anos a fio sem se quer ouvir uma palavra de gratidão, mas que vemos é: - “venha a nós, mas ao reino nada”.
Cansei de ouvir pregadores mentirosos que em sua fala já pilotaram aviões, já explodiram bois, suas mensagens carregadas de dólar , enquanto os da casa ouvem e são obrigados a acreditar, pois se contestarem são taxados de incrédulos , sem visão , sem espiritualidade, vazio , sem essência para ver o sobrenatural de Deus.
Cansei de ouvir indiretas no púlpito da igreja dizendo que alguns que ali estão são o irmão do filho pródigo que não se alegram com nada, mas como se alegrar? Se aquilo que estão falando não condiz com o que diz a palavra de Deus? Temos que nos calar e fazer como o burrinho do presépio que só balança a cabeça, positivamente.
Cansei de ouvir mensagens encomendadas, dizendo para não tocar nos ungidos de Deus, pois sofrerão graves conseqüências, isso para mim tem outro nome...
Cansei de ver os desmandos da chamada autoridade eclesiástica , e tudo em nome de Deus , pelo amor de Deus, em nome de Jesus, apelam para tudo, para de maneira ditatorial , no que alguns dizem , manda quem pode e obedece quem tem juízo.
Profetas sem nome que doam suas vidas em prol da verdadeira obra de Deus , talvez nunca terão seus nomes escritos nos anais da historia da igreja , porque são profetas sem honra, mas o Eterno não os esquecerá , isso é nossa esperança.
Temos visto muitos lideres legalistas, monarquistas, corrompidos pelo dinheiro, rosto com ar de seriedade , quando por trás daquele rosto fechado , suas demandas são simplesmente ridículas , fazendo suas igrejas acreditarem ser santos homens de Deus , quando pelos bastidores estão corrompidos pela ganância do poder ,não para quem está ao lado fazendo-os crescer , fazendo o verdadeiro trabalho de Deus , sem recompensa nenhuma, sem sequer serem lembrados ao menos no dia de seus aniversários.
Ouvimos alertas , que vez por outra , alguém usado pelo Espírito de Deus , os orienta , mas por causa de serem ou terem seus nomes ovacionados por uma meia de gente descompromissdas com verdade os fazem acreditar que estão no caminho certo.Que diria nos pais ao verem a igreja dessa forma?Que fariam eles se estivessem vivos neste? Será que não se envergonhariam? Contudo ainda nos resta uma esperança voltarmos para o altar de Deus e buscarmos sua face , e por certo o nosso Deus , sarará a terra que está infrutífera , derramando sobre ela a chuva para que novas arvores frutíferas nasçam, frutos viçosos aparecem e o nome do Eterno seja , sim, seja glorificado, em tempos de tantos desmandos.

Pelos laços do Calvário que nos une ;

Pr. Marcos Serafim Silva

PROFETA DE CASA

PROFETA DE CASA TEM HONRA OU NÃO ??? Parte 01


Jesus saiu dali e foi para a sua cidade, acompanhado dos seus discípulos.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. "De onde lhe vêm estas coisas? ", perguntavam eles. "Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz?
Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs? " E ficavam escandalizados por causa dele.
Jesus lhes disse: "Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra".
E não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los.
E ficou admirado com a incredulidade deles. Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.
Chamando os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.
Estas foram as suas instruções: "Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos;
calcem sandálias, mas não levem túnica extra;
sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem;
e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles".
Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse.
Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.
O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia se tornado bem conhecido. Algumas pessoas estavam dizendo: "João Batista ressuscitou dos mortos! Por isso estão operando nele poderes miraculosos".
Outros diziam: "Ele é Elias". E ainda outros afirmavam: "Ele é um profeta, como um dos antigos profetas".
Mas quando Herodes ouviu essas coisas, disse: "João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos! "
Pois o próprio Herodes tinha dado ordens para que prendessem João, o amarrassem e o colocassem na prisão, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual se casara.
Porquanto João dizia a Herodes: "Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão".
Assim, Herodias o odiava e queria matá-lo. Mas não podia fazê-lo,
porque Herodes temia a João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo. Mesmo assim gostava de ouvi-lo.
Finalmente chegou uma ocasião oportuna. No seu aniversário, Herodes ofereceu um banquete aos seus líderes mais importantes, aos comandantes militares e às principais personalidades da Galiléia.
Quando a filha de Herodias entrou e dançou, agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: "Peça-me qualquer coisa que você quiser, e eu lhe darei".
E prometeu-lhe sob juramento: "Seja o que for que me pedir, eu lhe darei, até a metade do meu reino".
Ela saiu e disse à sua mãe: "Que pedirei? " "A cabeça de João Batista", respondeu ela.
Imediatamente a jovem apressou-se em apresentar-se ao rei com o pedido: "Desejo que me dês agora mesmo a cabeça de João Batista num prato".
O rei ficou muito aflito, mas por causa do seu juramento e dos convidados, não quis negar o pedido à jovem.
Assim enviou imediatamente um carrasco com ordens para trazer a cabeça de João. O homem foi, decapitou João na prisão
e trouxe sua cabeça num prato. Ele a entregou à jovem, e esta a deu à sua mãe.
Tendo ouvido isso, os discípulos de João vieram, levaram o seu corpo e o colocaram num túmulo.
Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado.
Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco".
Assim, eles se afastaram num barco para um lugar deserto.
Mas muitos dos que os viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a pé de todas as cidades e chegaram lá antes deles.
Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Já era tarde e, por isso, os seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Este é um lugar deserto, e já é tarde.
Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer".
Ele, porém, respondeu: "Dêem-lhes vocês algo para comer". Eles lhe disseram: "Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer? "
Perguntou ele: "Quantos pães vocês têm? Verifiquem". Quando ficaram sabendo, disseram: "Cinco pães e dois peixes".
Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde.
Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de cinqüenta.
Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles.
Todos comeram e ficaram satisfeitos,
e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
Os que comeram foram cinco mil homens.
Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.
Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra.
Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles.
Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram,
pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados. Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu! Não tenham medo! "
Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos,
pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos.
Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesaré e ali amarraram o barco.
Logo que desembarcaram, o povo reconheceu Jesus.
Eles percorriam toda aquela região e levavam os doentes em macas, para onde ouviam que ele estava.
E aonde quer que ele fosse, povoados, cidades ou campos, levavam os doentes para as praças. Suplicavam-lhe que pudessem pelo menos tocar na borda do seu manto; e todos os que nele tocavam eram curados. 
Marcos 6:1-56

NÃO SOU OBRIGADO, ME PERDOE!

Não sou obrigado a concordar com certas filosofias e comportamentos MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE VC NÃO POSSA SER MEU AMIGO...Caso você não concorde com as minhas filosofias e comportamentos por favor não me atire pedras e não se torne um inimigo... estou lutando para que aqueles que se acham meus inimigos se tornem amigos não tenho nada contra ninguém...vamos viver a maior RELIGIÃO DO MUNDO O AMOR DE JESUS... #MEPERDOE#